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terça-feira, 8 de maio de 2012
Objetos de Poder: Talismãs e Instrumentos Mágicos Celtas
Cálices, caldeirões, espadas, lanças, varinhas, cajados, jóias, mantos, pedras... Os objetos sagrados da mitologia celta são muitos e seu poder, inesgotável. Objetos capazes de garantir a proteção, a abundância ou a sabedoria para quem os possuísse. Objetos encantados por Druidas, abençoados por Deuses e destinados a heróis. Alguns dos mais famosos objetos mágicos da tradição celta são os 4 Tesouros da Irlanda e os Tesouros da Ilha da Bretanha.<
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Os Quatro Tesouros da Irlanda
Os Quatro Tesouros da Irlanda eram objetos mágicos que foram trazidos para a Irlanda pelos Deuses Tuatha Dé Danann - “a tribo de Dana”. De suas viagens às 4 cidades do norte da Europa aonde foram para aprender magia, os Tuatha Dé trouxeram:
- Lia Fail ou Cloch na Fail (“Pedra do Destino”). Feita pelo druida Fessus e trazida da cidade de Falias, essa pedra gritava de alegria se um verdadeiro rei da Irlanda pusesse seus pés sobre ela. Também era capaz de rejuvenescer o rei;
- a Espada de Nuada, forjada pelo druida Uscias na cidade de Findias. Uma vez desembainhada, a espada nunca errava o alvo, e a pessoa atingida não sobrevivia ao golpe;
- a Lança de Lugh, obra do druida Esras, da cidade de Findias. Garantia a vitória a quem a possuísse, e não precisava sequer ser empunhada; com a aproximação de uma batalha, gritava para ser solta e então nunca errava o alvo, e nunca se cansava de matar;
- o Caldeirão do Dagda, feito em Murias pelo druida Semias. Tinha o poder da fartura, e podia satisfazer o apetite de qualquer pessoa que fosse considerado digno.
Fazendo um talismã
Quais objetos podem ser transformados em talismãs ou instrumentos mágicos? Praticamente todos – preferencialmente aqueles de uso cotidiano ou profissional do possuidor.
Qual a finalidade de um talismã? Na mitologia celta, objetos mágicos servem a seus donos, trazendo-lhes mais facilidades, conforto e bem-estar. Portanto, um objeto pode ser transformado em um talismã – “carregado” com energia mágica – para servir a um propósito de melhoria na qualidade de vida.
E como isso pode ser feito? Tanto na história quanto na mitologia celta encontramos exemplos de objetos que se tornaram mágicos por meio de algum tipo de encantamento ou ação mágica de um druida ou divindade:
- Circumambulância – um costume celta de caminhar ou se mover ao redor de algo três vezes no sentido horário (sentido do sol) e, dessa forma, atrair a energia mágica solar. O herói gaulês Vercingentorix cavalgou ao redor de Júlio César três vezes em sentido horário antes de render-se e depor suas armas; pescadores irlandeses e britânicos remavam com seus barcos três vezes ao redor de um rochedo para garantir boa sorte na pescaria e na jornada no mar.
- Mergulhar um objeto em água sagrada (rio, lago ou fonte) – “Água corrente é uma coisa sagrada” (velho ditado de Somerset, Inglaterra). Um bom exemplo é a prática remanescente na Bretanha e na Irlanda de se mergulhar um pedaço de pano em um poço considerado sagrado e depois pendurá-lo em uma árvore sobre ou próxima ao poço, de modo a se obter a cura de uma doença por meio daquele objeto de pano. Esse poços são chamados de clootie wells – derivado de cloth, “pano”- e têm sido locais de peregrinação desde os tempos druídicos.
- Mergulhar ou banhar um objeto em uma poção sagrada, preparada com ervas relacionadas ao objetivo a ser alcançado (prosperidade, vitória, amor, saúde, etc.
Além de todos esses métodos, a forma já bem popularizada (por sites, livros e palestras) de se submeter um objeto à energia dos 4 elementos pode se inspirar na cultura celta. Nas lendas arturianas, a espada que revelaria o verdadeiro rei da Bretanha deveria ser retirada de uma pedra, de uma bigorna ou, em algumas lendas, de uma bainha mágica, elementos associados ao elemento terra e, conseqüentemente, à realeza e soberania. Também era um costume celta fazer o gado passar entre as fogueiras de Beltane para abençoar o trabalho desses animais. A magia celta de nós em uma corda para garantir o favorecimento dos ventos para os pescadores e seu retorno seguro à aldeia é um exemplo da consagração de um objeto mágico pelo elemento ar.
Objetos de Poder: Talismãs e Instrumentos Mágicos no Druidismo e na Cultura Celta
Cálices, caldeirões, espadas, lanças, varinhas, cajados, jóias, mantos, pedras... Os objetos sagrados da mitologia celta são muitos e seu poder, inesgotável. Objetos capazes de garantir a proteção, a abundância ou a sabedoria para quem os possuísse. Objetos encantados por Druidas, abençoados por Deuses e destinados a heróis.
Alguns dos mais famosos objetos mágicos da tradição celta são os 4 Tesouros da Irlanda e os Tesouros da Ilha da Bretanha.
Os Quatro Tesouros da Irlanda eram objetos mágicos que foram trazidos para a Irlanda pelos Deuses Tuatha Dé Danann - “a tribo de Dana”. De suas viagens às 4 cidades do norte da Europa aonde foram para aprender magia, os Tuatha Dé trouxeram:
- Lia Fail ou Cloch na Fail (“Pedra do Destino”). Feita pelo druida Fessus e trazida da cidade de Falias, essa pedra gritava de alegria se um verdadeiro rei da Irlanda pusesse seus pés sobre ela. Também era capaz de rejuvenescer o rei;
- a Espada de Nuada, forjada pelo druida Uscias na cidade de Findias. Uma vez desembainhada, a espada nunca errava o alvo, e a pessoa atingida não sobrevivia ao golpe;
- a Lança de Lugh, obra do druida Esras, da cidade de Findias. Garantia a vitória a quem a possuísse, e não precisava sequer ser empunhada; com a aproximação de uma batalha, gritava para ser solta e então nunca errava o alvo, e nunca se cansava de matar;
- o Caldeirão do Dagda, feito em Murias pelo druida Semias. Tinha o poder da fartura, e podia satisfazer o apetite de qualquer pessoa que fosse considerado digno. Também podia ressuscitar os mortos.
Entre os Tesouros da ilha da Bretanha guardados por Merlin estão:
- Dyrnwyn, ou “Punho-branco”, a Espada de Rydderch, o Generoso – quando empunhada por um homem nobre ou digno, a espada ardia do cabo até a ponta.
- o Chifre de Beber de Bran do Norte, que podia servir qualquer bebida que uma pessoa desejasse;
- o Caldeirão de Dyrnwch, o Gigante, que podia distinguir um homem corjaoso de um covarde: o caldeião se recusava a cozinhar carne para um covarde, mas cozinhava rapidamente se fosse para um homem de coragem;
- o Casaco de Padarn Beisrudd, o “Casaco Vermelho” , que só cabia em um homem que fosse bem-nascido; do contrário, o casaco simplesmente não caberia;
- o Manto de Tegau Eurfro, a “Bela do Seio-Dourado”. Esse manto maravilhoso vestiria muito bem a uma mulher virtuosa, pendendo graciosamente dos ombros até o chão; mas se uma mulher não virtuosa o vestisse, ele encolheria mais e mais, dependendo do caráter da mulher;
- o Jogo de Tabuleiro de Gwenddolau, Filho de Ceidio. Um tabuleiro feito de ouro com peças em prata e cujas peças podiam se mover sozinhas uma vez iniciado o jogo;
- o Cesto de Gwyddno Garanhir “Canela-Longa”, que multiplica o alimento de uma pessoa colocado dentro dele de modo que cem possam se alimentar dele;
- o Carro (Biga) de Morgan Mwynfawr, que transportava uma pessoa para qualquer lugar que ela desejasse;
- a Pedra de Afiar de Tudwal Tudglyd, que podia afiar perfeitamente a espada de um homem corajoso; e quem a espada ferisse não sobreviveria. Por ouro lado, a pedra cegava a espada de um homem covarde;
- o Cabresto de Clydno Eiddyn que ficava preso à cama de Clydno Eiddy e trazia-lhe qualquer cavalo com o qual ele sonhasse à noite;
- a Faca de Llawfrodedd Farchog, o Cavaleiro, que podia cortar carne suficiente para servir duas dúzias de homens de uma só vez;
- o Prato de Rhygenydd Ysgolhaig, o Clérico, que provê qualquer alimento que alguém desejar;
- o Anel de Eluned, que torna invisível quem o usa. Reza a tradição que a codndessa Eluned presenteou o herói Owain up Urien com ele.
Quais objetos podem ser transformados em talismãs ou instrumentos mágicos? Praticamente todos – preferencialmente aqueles de uso cotidiano ou profissional do possuidor.
Qual a finalidade de um talismã? Na mitologia celta, objetos mágicos servem a seus donos, trazendo-lhes mais facilidades, conforto e bem-estar. Portanto, um objeto pode ser transformado em um talismã – “carregado” com energia mágica – para servir a um propósito de melhoria na qualidade de vida.
E como isso pode ser feito? Tanto na história quanto na mitologia celta encontramos exemplos de objetos que se tornaram mágicos por meio de algum tipo de encantamento ou ação mágica de um druida ou divindade:
- Circumambulância – um costume celta de caminhar ou se mover ao redor de algo três vezes no sentido horário (sentido do sol) e, dessa forma, atrair a energia mágica solar. O herói gaulês Vercingentorix cavalgou ao redor de Júlio César três vezes em sentido horário antes de render-se e depor suas armas; pescadores irlandeses e britânicos remavam com seus barcos três vezes ao redor de um rochedo para garantir boa sorte na pescaria e na jornada no mar.
- Mergulhar um objeto em água sagrada (rio, lago ou fonte) – “Água corrente é uma coisa sagrada” (velho ditado de Somerset, Inglaterra). Um bom exemplo é a prática remanescente na Bretanha e na Irlanda de se mergulhar um pedaço de pano em um poço considerado sagrado e depois pendurá-lo em uma árvore sobre ou próxima ao poço, de modo a se obter a cura de uma doença por meio daquele objeto de pano. Esse poços são chamados de clootie wells – derivado de cloth, “pano”- e têm sido locais de peregrinação desde os tempos druídicos.
- Mergulhar ou banhar um objeto em uma poção sagrada, preparada com ervas relacionadas ao objetivo a ser alcançado (prosperidade, vitória, amor, saúde, etc)
Além de todos esses métodos, a forma já bem popularizada (por sites, livros e palestras) de se submeter um objeto à energia dos 4 elementos pode se inspirar na cultura celta. Nas lendas arturianas, a espada que revelaria o verdadeiro rei da Bretanha deveria ser retirada de uma pedra, de uma bigorna ou, em algumas lendas, de uma bainha mágica, elementos associados ao elemento terra e, conseqüentemente, à realeza e soberania. Também era um costume celta fazer o gado passar entre as fogueiras de Beltane para abençoar o trabalho desses animais. A magia celta de nós em uma corda para garantir o favorecimento dos ventos para os pescadores e seu retorno seguro à aldeia é um exemplo da consagração de um objeto mágico pelo elemento ar.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Arawn e a Caçada Selvagem

Palestra: “Na Caçada Selvagem: Lord Arawn, inverno e preparação mágica para o inverno” Com Bandruir – Escola Gergóvia
Dia: 28 / 05 / 2011 no FestivESP®.
Horário: 14h00.
Local: Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca.
Marcadores:
Arawn,
caçada selvagem,
celta,
druida,
druídica,
druídico,
Druidismo,
fada,
Mabinogion,
mitologia celta,
mitologia galesa,
Samhain,
xamanismo,
xamanismo celta
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Ogham, a linguagem mágica das árvores
O Ogham era um sistema de divinação usado pelos antigos Druidas. Consistia de gravetos ou pedacinhos de madeira com símbolos riscados, em que cada símbolo correspondia a uma árvore, e cada árvore representava um universo de idéias.

O Ogham também pode ser usado para magia, sendo necessário o conhecimento profundo do significado das árvores na cultura celta, para se obter o resultado desejado com o uso dos símbolos mágicos.
Um uso mais moderno do Ogham é como caminho de autoconhecimento: pode-se usar cada árvore como portal de uma jornada de autoconhecimento e reflexão, meditando-se sobre o simbolismo de cada árvore durante determinado período de tempo.

Para mais informações sobre Ogham, assista à palestra "Ogham: oráculo, escrita mágica e autoconhecimento", com Bandruir, da Escola Gergóvia. Sábado, dia 09 de outubro de 2010, às 20h00, na Mystic Fair, em SP. Entrada franca.
http://www.mysticfair.com.br/programa.html

O Ogham também pode ser usado para magia, sendo necessário o conhecimento profundo do significado das árvores na cultura celta, para se obter o resultado desejado com o uso dos símbolos mágicos.
Um uso mais moderno do Ogham é como caminho de autoconhecimento: pode-se usar cada árvore como portal de uma jornada de autoconhecimento e reflexão, meditando-se sobre o simbolismo de cada árvore durante determinado período de tempo.
Para mais informações sobre Ogham, assista à palestra "Ogham: oráculo, escrita mágica e autoconhecimento", com Bandruir, da Escola Gergóvia. Sábado, dia 09 de outubro de 2010, às 20h00, na Mystic Fair, em SP. Entrada franca.
http://www.mysticfair.com.br/programa.html
terça-feira, 21 de setembro de 2010
EQUINÓCIO DE PRIMAVERA
1) SIGNIFICADO
Equinócio [Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite].
Nos Equinócios, o dia e a noite têm o mesmo número de horas.
Primavera [Do latim: primo vere = “no começo do verão”; representa a época primeira, a estação que antecede o Verão
Fonte:
http://www.cdcc.sc.usp.br/cda/aprendendo-basico/estacoes-do-ano/estacoes-do-ano.html
Mais informações sobre o que é o Equinócio:
http://www.ceuaustral.astrodatabase.net/equinocio.htm
2) DATA E HORÁRIO – EQUINÓCIO DE PRIMAVERA 2010
23 de setembro de 2010 – 00h09min
Fonte: Cosmobrain Astronomia e Astrofísica
http://www.cosmobrain.com.br/res/estacoes_datas2010.html
(OBSERVAÇÃO: Visite também a página principal do site. Há bons artigos e também o Cosmoforum – o maior fórum de Astronomia em Língua Portuguesa.)
3) DIVINDADES CELTAS RELACIONADAS À PRIMAVERA
Brigid (Irlanda) – Seu festival, o Imbolc, é uma anunciação da Primavera, do retorno da luz.
Atégina (Lusitânia) – Deusa da Primavera, do renascimento, da natureza, da Lua, da fertilidade e da cura
4) MAGIA
Os Equinócios são bons momentos para feitiços e rituais de equilíbrio e harmonia, pois são o momento em que o dia e a noite compartilham o mesmo número de horas, e a luz e a escuridão se encontram em equilíbrio.
Com o fim do inverno, o Equinócio de Primavera é um ótimo momento para se trabalhar a harmonia, visando a renovação do corpo, mente e espírito. Também é excelente para se trabalhar o início de novos projetos, despertar talentos que se encontram dormentes e reencontrar amigos e renovar alianças.
Para quem quer seguir a magia celta, o ideal é procurar utilizar elementos relacionados às divindades da Primavera (como as citadas acima) e buscar os benefícios físicos e espirituais que Elas podem nos proporcionar.
Beijos e bênçãos das Antigas, sempre novas e renovadoras. Feliz Equinócio de Primavera!
Bandruir
Equinócio [Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite].
Nos Equinócios, o dia e a noite têm o mesmo número de horas.
Primavera [Do latim: primo vere = “no começo do verão”; representa a época primeira, a estação que antecede o Verão
Fonte:
http://www.cdcc.sc.usp.br/cda/aprendendo-basico/estacoes-do-ano/estacoes-do-ano.html
Mais informações sobre o que é o Equinócio:
http://www.ceuaustral.astrodatabase.net/equinocio.htm
2) DATA E HORÁRIO – EQUINÓCIO DE PRIMAVERA 2010
23 de setembro de 2010 – 00h09min
Fonte: Cosmobrain Astronomia e Astrofísica
http://www.cosmobrain.com.br/res/estacoes_datas2010.html
(OBSERVAÇÃO: Visite também a página principal do site. Há bons artigos e também o Cosmoforum – o maior fórum de Astronomia em Língua Portuguesa.)
3) DIVINDADES CELTAS RELACIONADAS À PRIMAVERA
Brigid (Irlanda) – Seu festival, o Imbolc, é uma anunciação da Primavera, do retorno da luz.
Atégina (Lusitânia) – Deusa da Primavera, do renascimento, da natureza, da Lua, da fertilidade e da cura
4) MAGIA
Os Equinócios são bons momentos para feitiços e rituais de equilíbrio e harmonia, pois são o momento em que o dia e a noite compartilham o mesmo número de horas, e a luz e a escuridão se encontram em equilíbrio.
Com o fim do inverno, o Equinócio de Primavera é um ótimo momento para se trabalhar a harmonia, visando a renovação do corpo, mente e espírito. Também é excelente para se trabalhar o início de novos projetos, despertar talentos que se encontram dormentes e reencontrar amigos e renovar alianças.
Para quem quer seguir a magia celta, o ideal é procurar utilizar elementos relacionados às divindades da Primavera (como as citadas acima) e buscar os benefícios físicos e espirituais que Elas podem nos proporcionar.
Beijos e bênçãos das Antigas, sempre novas e renovadoras. Feliz Equinócio de Primavera!
Bandruir
Deusa Atégina e a Primavera
Atégina ou Ataegina [Ate+gina; renascimento] era uma Deusa cultuada pelos lusitanos. Deusa da Primavera, do renascimento, da natureza, da Lua, da fertilidade e da cura, ela também estava associada à vitória em batalhas e à vingança. Por isso, ela era invocada para vários fins, desde a cura de uma pessoa até maldições.
Animais como o bode e a cabra eram consagrados a essa Deusa. Ela também é representada com um ramo de cipreste.
Atégina era adorada na Lusitânia e na Bética, em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres (Espanha). Seu culto também era muito forte na cidade de Turobriga, conhecida como a Baeturia celta, cuja localização é desconhecida. Atégina também era uma das principais deusas cultuadas em locais como Myrtilis (atualmente Mértola) e Pax Julia (Beja), em Portugal.
Atégina também foi sincretizada com a deusa Prosérpina, durante o período romano. Esse sincretismo está presente na inscrição ATAEGINA TURIBRIGENSIS PROSERPINA.
Atégina também é o título da nona faixa do álbum Wolfheart, da banda portuguesa Moonspell (black metal). O álbum é de 1995.
Vídeo:
www.youtube.com/watch?v=bvy1uHUCxXo -
Beijos e bênçãos da Primavera.
Bandruir
Animais como o bode e a cabra eram consagrados a essa Deusa. Ela também é representada com um ramo de cipreste.
Atégina era adorada na Lusitânia e na Bética, em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres (Espanha). Seu culto também era muito forte na cidade de Turobriga, conhecida como a Baeturia celta, cuja localização é desconhecida. Atégina também era uma das principais deusas cultuadas em locais como Myrtilis (atualmente Mértola) e Pax Julia (Beja), em Portugal.
Atégina também foi sincretizada com a deusa Prosérpina, durante o período romano. Esse sincretismo está presente na inscrição ATAEGINA TURIBRIGENSIS PROSERPINA.
Atégina também é o título da nona faixa do álbum Wolfheart, da banda portuguesa Moonspell (black metal). O álbum é de 1995.
Vídeo:
www.youtube.com/watch?v=bvy1uHUCxXo -
Beijos e bênçãos da Primavera.
Bandruir
Deusa Brigid e a Primavera
De acordo com o Dictionary of Celtic Mythology, do Dr James MacKillop, há uma relação entre o Imbolc e a Primavera:
“O fenômeno natural na raiz do Imbolc parece ser o aumento visivelmente perceptível da luz do dia, e conseqüentemente a antecipação da Primavera: Óilmelc, o outro nome para o Imbolc, parece denotar a época em que as ovelhas estão cheias de leite, também um sinal de Primavera.” (p. 240)
Dessa informação do historiador, podemos inferir um belíssimo simbolismo espiritual para nossa prática religiosa: Brigid, a Deusa das águas que curam, faz os rios voltarem a correr; Brigid, a Deusa dos animais, propicia o retorno e o acasalamento deles, garantindo a continuação da vida por meio dos filhotes; Brigid, a Deusa das sementes, filha do Dagda, o Senhor do Caldeirão, abençoa o reinício dos trabalhos na agricultura; Brigid, Deusa solar, traz de volta dias mais claros e mais amenos.
Temos muito o que celebrar: Brigid, Deusa não só do fim do inverno (Imbolc), mas de todo o ano, está conosco mais uma vez, sob uma de suas muitas faces – a Donzela da Primavera. O mundo se enche de luz, os corações de alegria, e dos lábios dos Bardos nasce uma nova canção – uma canção de amor por Brigid, padroeira dos artistas e dos amantes da arte.
A vida é uma obra de arte dos Deuses. Vamos celebrar?
Beijos luminosos de Brigid.
Bandruir
“O fenômeno natural na raiz do Imbolc parece ser o aumento visivelmente perceptível da luz do dia, e conseqüentemente a antecipação da Primavera: Óilmelc, o outro nome para o Imbolc, parece denotar a época em que as ovelhas estão cheias de leite, também um sinal de Primavera.” (p. 240)
Dessa informação do historiador, podemos inferir um belíssimo simbolismo espiritual para nossa prática religiosa: Brigid, a Deusa das águas que curam, faz os rios voltarem a correr; Brigid, a Deusa dos animais, propicia o retorno e o acasalamento deles, garantindo a continuação da vida por meio dos filhotes; Brigid, a Deusa das sementes, filha do Dagda, o Senhor do Caldeirão, abençoa o reinício dos trabalhos na agricultura; Brigid, Deusa solar, traz de volta dias mais claros e mais amenos.
Temos muito o que celebrar: Brigid, Deusa não só do fim do inverno (Imbolc), mas de todo o ano, está conosco mais uma vez, sob uma de suas muitas faces – a Donzela da Primavera. O mundo se enche de luz, os corações de alegria, e dos lábios dos Bardos nasce uma nova canção – uma canção de amor por Brigid, padroeira dos artistas e dos amantes da arte.
A vida é uma obra de arte dos Deuses. Vamos celebrar?
Beijos luminosos de Brigid.
Bandruir
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Novo site da Escola Gergóvia
Visite o novo site da GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta:
www.escolagergovia.wordpress.com
www.escolagergovia.wordpress.com
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Samhain - 6o. aniversário da Escola Gergóvia
"O nascimento do coração humano é um processo contínuo. Ele está nascendo a cada experiência da vida".
(John O'Donohue em Anam Cara — Um livro de sabedoria celta)

Mais um Samhain. Mais um Ano Novo druídico. O Inverno chegou, e mais uma vez o berrante da Escola Gergóvia soou pela Floresta. A tribo celebrou, os Deuses foram honrados.
Neste 6º. Aniversário, a GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta gostaria de agradecer a todos os que nos apoiaram e incentivaram nestes seis anos de caminhada.
Aos Deuses e Ancestrais, agradecemos pelos dias vividos, pelas lições aprendidas, por todas as bênçãos recebidas. Acima de tudo, agradecemos pelo Caminho à frente, e pelo prazer de caminhar.
Feliz Ano Novo! Feliz SAMHAIN / SAMONIOS/ ALLANTIDE / HOLLANTIDE / HALLOWEEN!
GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta
Fundada em 17 de abril de 2004, Samhain.
www.escolagergovia.multiply.com
escolagergovia@yahoo.com.br
Comunidade Gergóvia no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4609879
Lista Gergóvia no Yahoo Grupos:
http://br.groups.yahoo.com/group/Gergovia
Blog GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta (textos sobre Druidismo e cultura celta)
http://escolagergovia.blogspot.com/
"Dada a imensidão do tempo e a vastidão do espaço, é uma honra para mim compartilhar um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)
(John O'Donohue em Anam Cara — Um livro de sabedoria celta)

Mais um Samhain. Mais um Ano Novo druídico. O Inverno chegou, e mais uma vez o berrante da Escola Gergóvia soou pela Floresta. A tribo celebrou, os Deuses foram honrados.
Neste 6º. Aniversário, a GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta gostaria de agradecer a todos os que nos apoiaram e incentivaram nestes seis anos de caminhada.
Aos Deuses e Ancestrais, agradecemos pelos dias vividos, pelas lições aprendidas, por todas as bênçãos recebidas. Acima de tudo, agradecemos pelo Caminho à frente, e pelo prazer de caminhar.
Feliz Ano Novo! Feliz SAMHAIN / SAMONIOS/ ALLANTIDE / HOLLANTIDE / HALLOWEEN!
GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta
Fundada em 17 de abril de 2004, Samhain.
www.escolagergovia.multiply.com
escolagergovia@yahoo.com.br
Comunidade Gergóvia no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4609879
Lista Gergóvia no Yahoo Grupos:
http://br.groups.yahoo.com/group/Gergovia
Blog GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta (textos sobre Druidismo e cultura celta)
http://escolagergovia.blogspot.com/
"Dada a imensidão do tempo e a vastidão do espaço, é uma honra para mim compartilhar um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Belenus, Druidismo e Astronomia
Um asteróide descoberto por A. Maury em 21 de janeiro de 1990 foi chamado de Belenus:NASA
http://ssd.jpl.nasa.gov/sbdb.cgi?sstr=11284+Belenus
Júlio César, conquistador romano que liderou a ocupação da Gália, disse a respeito dos Druidas:
"Eles também debatem muito com relação às estrelas e seus movimentos, a magnitude do mundo e da terra, a natureza das coisas, a força e o poder dos deuses imortais, e instruem a juventude em seus princípios..." (De Bello Gallico, VI, 13-18).
É parte do ofício druídico estudar

e compreender o universo.
Nós, Druidas de hoje, agradecemos aos cientistas por seu trabalho e sua dedicação. O desenvolvimento das ciências muito nos ajuda a entender nosso mundo e nossa fé. Também nos sentimos honrados com a lembrança de um de nossos Deuses queridos como inspiração para denominar um belo asteróide.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Druidesa ou druidisa?
Ambas as formas são corretas. Segundo José Pereira da Silva,
"manifestam o feminino por meio dos sufixos derivacionais –esa, -essa, -isa, -triz, -ez: abade – abadessa, alcaide – alcaidessa (ou alcaidina), ator – atriz, barão – baronesa, bispo – episcopisa, conde – condessa, condestável – condestablessa, cônego – canonisa, cônsul – consulesa, diácono – diaconisa, doge – dogesa, dogaresa ou dogaressa, druida – druidesa, druidisa (ocorre em O. Bilac), duque – duquesa, embaixador – embaixatriz (embaixadora), etíope – etiopisa, imperador – imperatriz, jogral – jogralesa, papa – papisa, píton – pitonisa, poeta – poetisa, príncipe – princesa, profeta – profetisa, sacerdote – sacerdotisa, visconde – viscondessa."
Em: A INEXISTÊNCIA DA FLEXÃO DE GÊNERO NOS SUBSTANTIVOS DA LÍNGUA PORTUGUESA.
http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit01/sliit01_09-28.html
"manifestam o feminino por meio dos sufixos derivacionais –esa, -essa, -isa, -triz, -ez: abade – abadessa, alcaide – alcaidessa (ou alcaidina), ator – atriz, barão – baronesa, bispo – episcopisa, conde – condessa, condestável – condestablessa, cônego – canonisa, cônsul – consulesa, diácono – diaconisa, doge – dogesa, dogaresa ou dogaressa, druida – druidesa, druidisa (ocorre em O. Bilac), duque – duquesa, embaixador – embaixatriz (embaixadora), etíope – etiopisa, imperador – imperatriz, jogral – jogralesa, papa – papisa, píton – pitonisa, poeta – poetisa, príncipe – princesa, profeta – profetisa, sacerdote – sacerdotisa, visconde – viscondessa." Em: A INEXISTÊNCIA DA FLEXÃO DE GÊNERO NOS SUBSTANTIVOS DA LÍNGUA PORTUGUESA.
http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit01/sliit01_09-28.html
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feminino de druida,
flexão de gênero
domingo, 5 de julho de 2009
IMBOLC, AS MUITAS FACES DE BRIGID
Após o Solstício de Inverno, as noites começam a ficar menos longas e a luz do sol se faz um pouco mais presente durante os dias frios dessa época do ano. O Solstício é a noite mais longa, o meio do inverno; nele há uma promessa de que a luz um dia voltará. O Imbolc é o fim da estação fria; mais do que uma promessa, é a certeza visível de que o sol, ainda que tímido, está começando a retornar. O Imbolc é, portanto, uma antecipação da primavera; mas ainda é um tempo de precaução e cuidado, pois o inverno não terminou.
A lunação do Imbolc é chamada Lua do Gelo. Na Europa antiga, o fim do inverno representava uma fase particularmente difícil; as temperaturas continuavam baixíssimas; o alimento, não muito fresco, ainda tinha que ser racionado (ou poderia não durar até a primavera); e após quase três meses de longas noites, pouca luz solar, muita neve e confinamento em casa, as pessoas começavam a sentir os sinais de tédio, apatia, irritabilidade ou depressão. Muitos enfermos ou idosos não resistiam à dureza da Lua do Gelo, à vassoura da Deusa que vem varrendo o velho para que o novo possa cobrir a terra na primavera. Em toda a parte, eram celebradas deusas ceifeiras, anciãs ou relacionadas ao submundo: nos países eslavos, havia o dia de Baba Yaga; na Grécia, o retorno de Perséfone do submundo; e em terras célticas, a celebração de Brigid, patrona dos ferreiros e sua arte da forja: o bom ferro, a boa espada tem que passar pelo fogo. Essa é a face anciã (ceifeira!) de Brigid que muitos pagãos de hoje parecem não ver, ou não querer ver. Cuidado, crianças, com a Lua do Gelo...
Era nesse momento difícil (o fim do inverno) que a família ou clã se reunia próximo ao fogo, à lareira - o aconchego da chama de Brigid, deusa mãe e protetora do lar. Era nesse momento que o músico ou contador de histórias era tão necessário: para reanimar as pessoas com canções, poemas e charadas, e manter viva a memória da tribo com histórias e sagas de heróis e ancestrais. Ali estava Brigid, Senhora dos Bardos, na forma de inspiração, criatividade, encantamento, graça.

O Imbolc também era um bom momento para se verificar como estavam as sementes que haviam sido separadas no Samhain e estocadas para o plantio na primavera. Mexer nas sementes (ainda que para segurá-las um pouco na mão), sonhar e fazer planos para o verão e as colheitas era algo que sempre trazia um alento, uma esperança naqueles dias lúgubres. Brigid, deusa das sementes e dos grãos, só poderia mesmo ser filha do Dagda, o maravilhoso deus do Caldeirão do Renascimento, da fartura e da prosperidade, o Deus-Druida, o Todo-Pai. Brigid, deusa-menina, enche a casa de vida, sonhos, alegria.

É tempo de Imbolc no Hemisfério Sul. O Brasil enfrenta mais um de seus invernos recessivos, com muito desemprego, contenção de despesas e tensão social. Assim como os antigos celtas, ainda teremos noites frias e longas pela frente, e veremos estruturas velhas e debilitadas ruírem. Ainda há muita meditação e sacrifício para fazer. Precisamos ser fortes como a espada na forja. Mas a luz do sol já está retornando; em breve a primavera chegará, trazendo-nos bênçãos de renovação, saúde, trabalho e prosperidade.
Texto de Bandruir
Leia mais sobre Brigid em:
Blog O CANTO DOS BARDOS
Uma página dedicada a Brigid
www.bandruir.multiply.com
A lunação do Imbolc é chamada Lua do Gelo. Na Europa antiga, o fim do inverno representava uma fase particularmente difícil; as temperaturas continuavam baixíssimas; o alimento, não muito fresco, ainda tinha que ser racionado (ou poderia não durar até a primavera); e após quase três meses de longas noites, pouca luz solar, muita neve e confinamento em casa, as pessoas começavam a sentir os sinais de tédio, apatia, irritabilidade ou depressão. Muitos enfermos ou idosos não resistiam à dureza da Lua do Gelo, à vassoura da Deusa que vem varrendo o velho para que o novo possa cobrir a terra na primavera. Em toda a parte, eram celebradas deusas ceifeiras, anciãs ou relacionadas ao submundo: nos países eslavos, havia o dia de Baba Yaga; na Grécia, o retorno de Perséfone do submundo; e em terras célticas, a celebração de Brigid, patrona dos ferreiros e sua arte da forja: o bom ferro, a boa espada tem que passar pelo fogo. Essa é a face anciã (ceifeira!) de Brigid que muitos pagãos de hoje parecem não ver, ou não querer ver. Cuidado, crianças, com a Lua do Gelo...
Era nesse momento difícil (o fim do inverno) que a família ou clã se reunia próximo ao fogo, à lareira - o aconchego da chama de Brigid, deusa mãe e protetora do lar. Era nesse momento que o músico ou contador de histórias era tão necessário: para reanimar as pessoas com canções, poemas e charadas, e manter viva a memória da tribo com histórias e sagas de heróis e ancestrais. Ali estava Brigid, Senhora dos Bardos, na forma de inspiração, criatividade, encantamento, graça.

O Imbolc também era um bom momento para se verificar como estavam as sementes que haviam sido separadas no Samhain e estocadas para o plantio na primavera. Mexer nas sementes (ainda que para segurá-las um pouco na mão), sonhar e fazer planos para o verão e as colheitas era algo que sempre trazia um alento, uma esperança naqueles dias lúgubres. Brigid, deusa das sementes e dos grãos, só poderia mesmo ser filha do Dagda, o maravilhoso deus do Caldeirão do Renascimento, da fartura e da prosperidade, o Deus-Druida, o Todo-Pai. Brigid, deusa-menina, enche a casa de vida, sonhos, alegria.

É tempo de Imbolc no Hemisfério Sul. O Brasil enfrenta mais um de seus invernos recessivos, com muito desemprego, contenção de despesas e tensão social. Assim como os antigos celtas, ainda teremos noites frias e longas pela frente, e veremos estruturas velhas e debilitadas ruírem. Ainda há muita meditação e sacrifício para fazer. Precisamos ser fortes como a espada na forja. Mas a luz do sol já está retornando; em breve a primavera chegará, trazendo-nos bênçãos de renovação, saúde, trabalho e prosperidade.
Texto de Bandruir
Leia mais sobre Brigid em:
Blog O CANTO DOS BARDOS
Uma página dedicada a Brigid
www.bandruir.multiply.com
segunda-feira, 29 de junho de 2009
DRUIDISMO HOJE
Sempre que alguém me pergunta qual a minha religião e eu respondo: “Druidismo”, das duas, uma: ou a pessoa me pergunta “O que é isso?”, ou sorri bondosamente, achando minha opção religiosa um tanto quanto exótica.

No primeiro caso, a maioria das pessoas acredita não saber o que é Druidismo; mas ao escutarem a palavra mago, imediatamente pensam em Merlim (das lendas do rei Artur) ou até mesmo no Druida Panomarix (dos quadrinhos e filmes de Asterix, o Gaulês). E embora nenhum desses dois personagens tenha existido, a imagem e o mito deles devem muito às reminiscências de uma religião que de fato existiu um dia: o Druidismo. Mas quem eram os Druidas?
Os Druidas eram os sacerdotes das tribos celtas. Os povos celtas habitaram a Europa central e as ilhas britânicas a partir do século X a C. Tinham atividades econômicas e de subsistência variadas: agricultura, pecuária, comércio, pesca e até caça e coleta de alimentos. Como muitos outros povos antigos, sabiam a fartura e a generosidade da natureza, mas também a escassez e a dificuldade, principalmente nos meses de inverno. Tinham plena consciência de sua dependência dos recursos naturais, do clima e das estações do ano.
Por isso, desenvolveram ao longo dos séculos um sistema de crenças onde os deuses eram a própria natureza: a terra, a água, a fertilidade eram a personificação de Dana, a grande Deusa-mãe, cujo nome é o próprio rio Danúbio; Lyr é o mar, o grande Pai de onde veio a Vida; Lugh, o Brilhante, é o sol, o raio, a luz; Boan, Sequana, Matres e muitas outras deusas eram as águas curativas dos rios que receberam seus nomes. Havia inúmeros deuses-sol, fogo, água, floresta, animais - para os celtas, todo o ambiente natural era sagrado, inclusive o solo onde a tribo vivia: cada árvore, cada rio ou lago tinha uma alma, era vivo e habitado por deuses e espíritos de antepassados e elementais. Como tudo na natureza se encontra dentro de um ciclo contínuo de vida, morte e renascimento, os celtas acreditavam que, após a morte, a alma tornava a viver em outros corpos - algo parecido com o que hoje chamamos de "reencarnação".
Os Druidas eram os sacerdotes dessa religião da natureza. Não construíam templos; preferiam realizar seus rituais em clareiras na floresta, em pântanos e à beira de rios e lagos. Eram embaixadores, filósofos, teólogos, poetas, médicos, videntes, profetas e xamãs. Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos, educavam os jovens e mantinham na memória da tribo a história e a cultura legada por seus ancestrais. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e seu aprendizado levava cerca de 19 anos. Mediavam conflitos entre tribos, celebravam tratados de paz e embora não fossem obrigados a ir à guerra, em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra a expansão e a ocupação romana das terras célticas; lutaram contra a escravização dos celtas e a imposição de uma cultura estrangeira. Mesmo perseguidos, os Druidas resistiram, participando ativamente das rebeliões de Vercingentorix e Boudicca, até o massacre final em Mona (atual Anglesey). Tudo pela preservação de sua instituição, sua cultura seu ambiente e seu povo.
Por que, para muitas pessoas, o Druidismo nos dias de hoje parece tão exótico e distante? Mais do que nunca é preciso socorrer e preservar os ecossistemas - o mar, a floresta, os mangues, o deserto, as terras geladas - que se encontram debilitados, vulneráveis e profanados pela ação destrutiva da ambição humana. Mais do que nunca, é preciso trabalhar pela correta distribuição da colheita, pela justiça social, pois com a cruel e crescente desigualdade econômica atual, o mundo jamais encontrará a paz. Mais do que nunca, é preciso encontrar espiritualmente a irmandade com cada habitante deste planeta - seja pessoa, animal, planta ou pedra - por mais diferente que seja. Mais do que nunca, é preciso estudar a História, e saber que, se um dia essas foram atribuições de um Druida, não podem ser menos agora - justamente agora, quando o mundo (nossa tribo!) mais necessita de nós.
E se hoje a aldeia é global, então nós também somos Druidas globais: e responsáveis por todo ser vivente que existe e tornará a existir sobre a Terra. Esse é o legado do Druidismo para os Druidas de hoje.
Texto de Bandruir (fundadora e diretora da GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta).

No primeiro caso, a maioria das pessoas acredita não saber o que é Druidismo; mas ao escutarem a palavra mago, imediatamente pensam em Merlim (das lendas do rei Artur) ou até mesmo no Druida Panomarix (dos quadrinhos e filmes de Asterix, o Gaulês). E embora nenhum desses dois personagens tenha existido, a imagem e o mito deles devem muito às reminiscências de uma religião que de fato existiu um dia: o Druidismo. Mas quem eram os Druidas?
Os Druidas eram os sacerdotes das tribos celtas. Os povos celtas habitaram a Europa central e as ilhas britânicas a partir do século X a C. Tinham atividades econômicas e de subsistência variadas: agricultura, pecuária, comércio, pesca e até caça e coleta de alimentos. Como muitos outros povos antigos, sabiam a fartura e a generosidade da natureza, mas também a escassez e a dificuldade, principalmente nos meses de inverno. Tinham plena consciência de sua dependência dos recursos naturais, do clima e das estações do ano.
Por isso, desenvolveram ao longo dos séculos um sistema de crenças onde os deuses eram a própria natureza: a terra, a água, a fertilidade eram a personificação de Dana, a grande Deusa-mãe, cujo nome é o próprio rio Danúbio; Lyr é o mar, o grande Pai de onde veio a Vida; Lugh, o Brilhante, é o sol, o raio, a luz; Boan, Sequana, Matres e muitas outras deusas eram as águas curativas dos rios que receberam seus nomes. Havia inúmeros deuses-sol, fogo, água, floresta, animais - para os celtas, todo o ambiente natural era sagrado, inclusive o solo onde a tribo vivia: cada árvore, cada rio ou lago tinha uma alma, era vivo e habitado por deuses e espíritos de antepassados e elementais. Como tudo na natureza se encontra dentro de um ciclo contínuo de vida, morte e renascimento, os celtas acreditavam que, após a morte, a alma tornava a viver em outros corpos - algo parecido com o que hoje chamamos de "reencarnação".
Os Druidas eram os sacerdotes dessa religião da natureza. Não construíam templos; preferiam realizar seus rituais em clareiras na floresta, em pântanos e à beira de rios e lagos. Eram embaixadores, filósofos, teólogos, poetas, médicos, videntes, profetas e xamãs. Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos, educavam os jovens e mantinham na memória da tribo a história e a cultura legada por seus ancestrais. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e seu aprendizado levava cerca de 19 anos. Mediavam conflitos entre tribos, celebravam tratados de paz e embora não fossem obrigados a ir à guerra, em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra a expansão e a ocupação romana das terras célticas; lutaram contra a escravização dos celtas e a imposição de uma cultura estrangeira. Mesmo perseguidos, os Druidas resistiram, participando ativamente das rebeliões de Vercingentorix e Boudicca, até o massacre final em Mona (atual Anglesey). Tudo pela preservação de sua instituição, sua cultura seu ambiente e seu povo.Por que, para muitas pessoas, o Druidismo nos dias de hoje parece tão exótico e distante? Mais do que nunca é preciso socorrer e preservar os ecossistemas - o mar, a floresta, os mangues, o deserto, as terras geladas - que se encontram debilitados, vulneráveis e profanados pela ação destrutiva da ambição humana. Mais do que nunca, é preciso trabalhar pela correta distribuição da colheita, pela justiça social, pois com a cruel e crescente desigualdade econômica atual, o mundo jamais encontrará a paz. Mais do que nunca, é preciso encontrar espiritualmente a irmandade com cada habitante deste planeta - seja pessoa, animal, planta ou pedra - por mais diferente que seja. Mais do que nunca, é preciso estudar a História, e saber que, se um dia essas foram atribuições de um Druida, não podem ser menos agora - justamente agora, quando o mundo (nossa tribo!) mais necessita de nós.
E se hoje a aldeia é global, então nós também somos Druidas globais: e responsáveis por todo ser vivente que existe e tornará a existir sobre a Terra. Esse é o legado do Druidismo para os Druidas de hoje.
Texto de Bandruir (fundadora e diretora da GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta).
terça-feira, 12 de maio de 2009
OS DRUIDAS

DRUIDAS: MONSTROS OU SANTOS?
Quem eram realmente os druidas? Fanáticos religiosos cruéis, de um povo "bárbaro" e "atrasado", que sacrificavam seres humanos aos seus deuses? Ou sábios bondosos e iluminados, portadores das mais altas virtudes?
Muito provavelmente, nem uma coisa nem outra. Os druidas - como qualquer outro fato histórico - devem ser entendidos dentro de seu contexto: ou seja, é preciso entender o tempo, o local e os costumes nos quais eles viveram, e também quem escreveu sobre eles.
OS CELTAS - "O grande poder dos celtas era, e ainda é, o mito." Assim o historiador, poeta e folclorista Jean Markale define o que sabemos sobre os celtas. Os celtas não eram um povo, mas muitos povos que habitaram a Europa central e as Ilhas Britânicas a partir do século X a.C. Eram fisicamente diferentes uns dos outros, viveram momentos históricos diferentes (os gauleses, por exemplo, foram massacrados por Júlio César no século I a.C.; na Irlanda, os gaélicos chegaram a conhecer o cristianismo na Idade Média) e tinham atividades econômicas e de subsistência variados, conforme a região: agricultura, pecuária, pesca, e até caça e coleta de alimentos. Muitas tribos tinham conflitos históricos e rivalidades, muitas vezes exploradas por povos invasores. Mas, apesar de diferentes entre si, os celtas possuíam muita coisa em comum: parentesco lingüístico, estruturas políticas e religiosas, mitologia, arte, enfim tudo o que se costuma chamar "a cultura celta".
OS DRUIDAS - James MacKillop, autoridade mundial em assuntos irlandeses, define os druidas como "uma ordem de sacerdotes-filósofos da sociedade céltica pré-cristã". De acordo com as fontes clássicas (gregos e romanos), os druidas eram filósofos, teólogos, médicos, videntes, profetas, magos e poetas.Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos, e educavam jovens e aspirantes à sua ordem. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e o aprendizado levava cerca de 19 anos. Não pagavam impostos, e embora não fossem obrigados a ir a guerra em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra os romanos, que viam os druidas como um empecilho para a conquista romana das terras célticas. Daí a necessidade, por parte de escritores como Júlio César, de denegrir a imagem dos celtas como “bárbaros” e “cruéis”.
Quem eram realmente os druidas? Fanáticos religiosos cruéis, de um povo "bárbaro" e "atrasado", que sacrificavam seres humanos aos seus deuses? Ou sábios bondosos e iluminados, portadores das mais altas virtudes?
Muito provavelmente, nem uma coisa nem outra. Os druidas - como qualquer outro fato histórico - devem ser entendidos dentro de seu contexto: ou seja, é preciso entender o tempo, o local e os costumes nos quais eles viveram, e também quem escreveu sobre eles.
OS CELTAS - "O grande poder dos celtas era, e ainda é, o mito." Assim o historiador, poeta e folclorista Jean Markale define o que sabemos sobre os celtas. Os celtas não eram um povo, mas muitos povos que habitaram a Europa central e as Ilhas Britânicas a partir do século X a.C. Eram fisicamente diferentes uns dos outros, viveram momentos históricos diferentes (os gauleses, por exemplo, foram massacrados por Júlio César no século I a.C.; na Irlanda, os gaélicos chegaram a conhecer o cristianismo na Idade Média) e tinham atividades econômicas e de subsistência variados, conforme a região: agricultura, pecuária, pesca, e até caça e coleta de alimentos. Muitas tribos tinham conflitos históricos e rivalidades, muitas vezes exploradas por povos invasores. Mas, apesar de diferentes entre si, os celtas possuíam muita coisa em comum: parentesco lingüístico, estruturas políticas e religiosas, mitologia, arte, enfim tudo o que se costuma chamar "a cultura celta".
OS DRUIDAS - James MacKillop, autoridade mundial em assuntos irlandeses, define os druidas como "uma ordem de sacerdotes-filósofos da sociedade céltica pré-cristã". De acordo com as fontes clássicas (gregos e romanos), os druidas eram filósofos, teólogos, médicos, videntes, profetas, magos e poetas.Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos, e educavam jovens e aspirantes à sua ordem. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e o aprendizado levava cerca de 19 anos. Não pagavam impostos, e embora não fossem obrigados a ir a guerra em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra os romanos, que viam os druidas como um empecilho para a conquista romana das terras célticas. Daí a necessidade, por parte de escritores como Júlio César, de denegrir a imagem dos celtas como “bárbaros” e “cruéis”.
UMA RELIGIÃO DA NATUREZA – Para os celtas, os deuses não estavam na natureza – eles eram a própria natureza. Assim, Lyr não era o deus do mar, mas o próprio mar, em toda a sua essência, generosidade e força.
Dana era a própria terra, as fontes de água, a Mãe.
Inúmeros outros deuses-sol, lua, fogo, etc. eram cultuados.O próprio solo onde a tribo vivia era sagrado – deuses, antepassados e espíritos elementais
habitavam árvores, pedras, águas. Por isso mesmo, os druidas não construíam templos: preferiam realizar seus ritos em clareiras nas florestas, em pântanos e à beira de rios e lagos. As terras pertenciam ao clã (à tribo) e não ao rei (chefe tribal). Este apenas administrava o território, além de comandar os guerreiros. Como tudo na natureza possui um ciclo de vida, morte e renascimento, os celtas acreditavam que a alma renascia em outros corpos – algo parecido com o que hoje chamamos de reencarnação.
OS DRUIDAS, AGITADORES SOCIAIS? – É o que pensa Miranda Green, chefe de um centro de estudos arqueológicos de Wales College (universidade no País de Gales). De 58 a 50 a.C., Júlio César invadiu a Gália. Com o imperialismo romano, vieram a imposição de uma cultura estrangeira, o genocídio dos gauleses, a profanação de bosques e poços sagrados, o confisco das terras célticas, a escravização dos celtas, a subjugação total da mulher. Mesmo perseguidos, os druidas resistiram: das rebeliões de Vercingentorix e Boudicca até o massacre final em Mona (Anglesey), os druidas participaram ativamente da luta pela preservação de sua instituição, de sua cultura e de seu povo. Para nós hoje, este talvez tenha sido um de seus maiores legados: a lição de que é preciso preservar o conhecimento de nossos antepassados e proteger o meio ambiente.
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