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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ogham, a linguagem mágica das árvores

O Ogham era um sistema de divinação usado pelos antigos Druidas. Consistia de gravetos ou pedacinhos de madeira com símbolos riscados, em que cada símbolo correspondia a uma árvore, e cada árvore representava um universo de idéias.



O Ogham também pode ser usado para magia, sendo necessário o conhecimento profundo do significado das árvores na cultura celta, para se obter o resultado desejado com o uso dos símbolos mágicos.


Um uso mais moderno do Ogham é como caminho de autoconhecimento: pode-se usar cada árvore como portal de uma jornada de autoconhecimento e reflexão, meditando-se sobre o simbolismo de cada árvore durante determinado período de tempo.



Para mais informações sobre Ogham, assista à palestra "Ogham: oráculo, escrita mágica e autoconhecimento", com Bandruir, da Escola Gergóvia. Sábado, dia 09 de outubro de 2010, às 20h00, na Mystic Fair, em SP. Entrada franca.

http://www.mysticfair.com.br/programa.html

terça-feira, 21 de setembro de 2010

EQUINÓCIO DE PRIMAVERA

1) SIGNIFICADO

Equinócio [Do latim: aequinoctiu = noite igual; aequale = igual + nocte = noite].
Nos Equinócios, o dia e a noite têm o mesmo número de horas.

Primavera [Do latim: primo vere = “no começo do verão”; representa a época primeira, a estação que antecede o Verão

Fonte:
http://www.cdcc.sc.usp.br/cda/aprendendo-basico/estacoes-do-ano/estacoes-do-ano.html

Mais informações sobre o que é o Equinócio:
http://www.ceuaustral.astrodatabase.net/equinocio.htm



2) DATA E HORÁRIO – EQUINÓCIO DE PRIMAVERA 2010


23 de setembro de 2010 – 00h09min


Fonte: Cosmobrain Astronomia e Astrofísica
http://www.cosmobrain.com.br/res/estacoes_datas2010.html

(OBSERVAÇÃO: Visite também a página principal do site. Há bons artigos e também o Cosmoforum – o maior fórum de Astronomia em Língua Portuguesa.)



3) DIVINDADES CELTAS RELACIONADAS À PRIMAVERA

Brigid (Irlanda) – Seu festival, o Imbolc, é uma anunciação da Primavera, do retorno da luz.

Atégina (Lusitânia) – Deusa da Primavera, do renascimento, da natureza, da Lua, da fertilidade e da cura



4) MAGIA

Os Equinócios são bons momentos para feitiços e rituais de equilíbrio e harmonia, pois são o momento em que o dia e a noite compartilham o mesmo número de horas, e a luz e a escuridão se encontram em equilíbrio.

Com o fim do inverno, o Equinócio de Primavera é um ótimo momento para se trabalhar a harmonia, visando a renovação do corpo, mente e espírito. Também é excelente para se trabalhar o início de novos projetos, despertar talentos que se encontram dormentes e reencontrar amigos e renovar alianças.

Para quem quer seguir a magia celta, o ideal é procurar utilizar elementos relacionados às divindades da Primavera (como as citadas acima) e buscar os benefícios físicos e espirituais que Elas podem nos proporcionar.

Beijos e bênçãos das Antigas, sempre novas e renovadoras. Feliz Equinócio de Primavera!

Bandruir

Deusa Atégina e a Primavera

Atégina ou Ataegina [Ate+gina; renascimento] era uma Deusa cultuada pelos lusitanos. Deusa da Primavera, do renascimento, da natureza, da Lua, da fertilidade e da cura, ela também estava associada à vitória em batalhas e à vingança. Por isso, ela era invocada para vários fins, desde a cura de uma pessoa até maldições.

Animais como o bode e a cabra eram consagrados a essa Deusa. Ela também é representada com um ramo de cipreste.

Atégina era adorada na Lusitânia e na Bética, em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres (Espanha). Seu culto também era muito forte na cidade de Turobriga, conhecida como a Baeturia celta, cuja localização é desconhecida. Atégina também era uma das principais deusas cultuadas em locais como Myrtilis (atualmente Mértola) e Pax Julia (Beja), em Portugal.

Atégina também foi sincretizada com a deusa Prosérpina, durante o período romano. Esse sincretismo está presente na inscrição ATAEGINA TURIBRIGENSIS PROSERPINA.

Atégina também é o título da nona faixa do álbum Wolfheart, da banda portuguesa Moonspell (black metal). O álbum é de 1995.

Vídeo:
www.youtube.com/watch?v=bvy1uHUCxXo -

Beijos e bênçãos da Primavera.

Bandruir

Deusa Brigid e a Primavera

De acordo com o Dictionary of Celtic Mythology, do Dr James MacKillop, há uma relação entre o Imbolc e a Primavera:

“O fenômeno natural na raiz do Imbolc parece ser o aumento visivelmente perceptível da luz do dia, e conseqüentemente a antecipação da Primavera: Óilmelc, o outro nome para o Imbolc, parece denotar a época em que as ovelhas estão cheias de leite, também um sinal de Primavera.” (p. 240)

Dessa informação do historiador, podemos inferir um belíssimo simbolismo espiritual para nossa prática religiosa: Brigid, a Deusa das águas que curam, faz os rios voltarem a correr; Brigid, a Deusa dos animais, propicia o retorno e o acasalamento deles, garantindo a continuação da vida por meio dos filhotes; Brigid, a Deusa das sementes, filha do Dagda, o Senhor do Caldeirão, abençoa o reinício dos trabalhos na agricultura; Brigid, Deusa solar, traz de volta dias mais claros e mais amenos.

Temos muito o que celebrar: Brigid, Deusa não só do fim do inverno (Imbolc), mas de todo o ano, está conosco mais uma vez, sob uma de suas muitas faces – a Donzela da Primavera. O mundo se enche de luz, os corações de alegria, e dos lábios dos Bardos nasce uma nova canção – uma canção de amor por Brigid, padroeira dos artistas e dos amantes da arte.

A vida é uma obra de arte dos Deuses. Vamos celebrar?

Beijos luminosos de Brigid.

Bandruir

segunda-feira, 12 de julho de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Samhain - 6o. aniversário da Escola Gergóvia

"O nascimento do coração humano é um processo contínuo. Ele está nascendo a cada experiência da vida".
(John O'Donohue em Anam Cara — Um livro de sabedoria celta)





Mais um Samhain. Mais um Ano Novo druídico. O Inverno chegou, e mais uma vez o berrante da Escola Gergóvia soou pela Floresta. A tribo celebrou, os Deuses foram honrados.

Neste 6º. Aniversário, a GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta gostaria de agradecer a todos os que nos apoiaram e incentivaram nestes seis anos de caminhada.

Aos Deuses e Ancestrais, agradecemos pelos dias vividos, pelas lições aprendidas, por todas as bênçãos recebidas. Acima de tudo, agradecemos pelo Caminho à frente, e pelo prazer de caminhar.

Feliz Ano Novo! Feliz SAMHAIN / SAMONIOS/ ALLANTIDE / HOLLANTIDE / HALLOWEEN!

GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta

Fundada em 17 de abril de 2004, Samhain.

www.escolagergovia.multiply.com

escolagergovia@yahoo.com.br

Comunidade Gergóvia no Orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4609879

Lista Gergóvia no Yahoo Grupos:
http://br.groups.yahoo.com/group/Gergovia

Blog GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta (textos sobre Druidismo e cultura celta)
http://escolagergovia.blogspot.com/



"Dada a imensidão do tempo e a vastidão do espaço, é uma honra para mim compartilhar um planeta e uma época com você." (Carl Sagan)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Druidesa ou druidisa?

Ambas as formas são corretas. Segundo José Pereira da Silva,

"manifestam o feminino por meio dos sufixos derivacionais –esa, -essa, -isa, -triz, -ez: abade – abadessa, alcaide – alcaidessa (ou alcaidina), ator – atriz, barão – baronesa, bispo – episcopisa, conde – condessa, condestável – condestablessa, cônego – canonisa, cônsul – consulesa, diácono – diaconisa, doge – dogesa, dogaresa ou dogaressa, druida – druidesa, druidisa (ocorre em O. Bilac), duque – duquesa, embaixador – embaixatriz (embaixadora), etíope – etiopisa, imperador – imperatriz, jogral – jogralesa, papa – papisa, píton – pitonisa, poeta – poetisa, príncipe – princesa, profeta – profetisa, sacerdote – sacerdotisa, visconde – viscondessa."

Em: A INEXISTÊNCIA DA FLEXÃO DE GÊNERO NOS SUBSTANTIVOS DA LÍNGUA PORTUGUESA.
http://www.filologia.org.br/pub_outras/sliit01/sliit01_09-28.html

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Druida ou druí -da?

Qual a pronúncia correta?

Segundo o Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, publicado pelo MEC:

"DRUIDA, s.m. Antigo sacerdote entre os gauleses e bretões. (O Peq. Voc. da A.B.L. manda colocar o acento agudo em u, mas não há necessidade: o caso é o mesmo de gratuito, muito, etc.; não há perigo de confusão prosódica com druída, que, se existisse, levaria acento no i, obrigatoriamente.)" p.384

domingo, 5 de julho de 2009

IMBOLC, AS MUITAS FACES DE BRIGID

Após o Solstício de Inverno, as noites começam a ficar menos longas e a luz do sol se faz um pouco mais presente durante os dias frios dessa época do ano. O Solstício é a noite mais longa, o meio do inverno; nele há uma promessa de que a luz um dia voltará. O Imbolc é o fim da estação fria; mais do que uma promessa, é a certeza visível de que o sol, ainda que tímido, está começando a retornar. O Imbolc é, portanto, uma antecipação da primavera; mas ainda é um tempo de precaução e cuidado, pois o inverno não terminou.

A lunação do Imbolc é chamada Lua do Gelo. Na Europa antiga, o fim do inverno representava uma fase particularmente difícil; as temperaturas continuavam baixíssimas; o alimento, não muito fresco, ainda tinha que ser racionado (ou poderia não durar até a primavera); e após quase três meses de longas noites, pouca luz solar, muita neve e confinamento em casa, as pessoas começavam a sentir os sinais de tédio, apatia, irritabilidade ou depressão. Muitos enfermos ou idosos não resistiam à dureza da Lua do Gelo, à vassoura da Deusa que vem varrendo o velho para que o novo possa cobrir a terra na primavera. Em toda a parte, eram celebradas deusas ceifeiras, anciãs ou relacionadas ao submundo: nos países eslavos, havia o dia de Baba Yaga; na Grécia, o retorno de Perséfone do submundo; e em terras célticas, a celebração de Brigid, patrona dos ferreiros e sua arte da forja: o bom ferro, a boa espada tem que passar pelo fogo. Essa é a face anciã (ceifeira!) de Brigid que muitos pagãos de hoje parecem não ver, ou não querer ver. Cuidado, crianças, com a Lua do Gelo...

Era nesse momento difícil (o fim do inverno) que a família ou clã se reunia próximo ao fogo, à lareira - o aconchego da chama de Brigid, deusa mãe e protetora do lar. Era nesse momento que o músico ou contador de histórias era tão necessário: para reanimar as pessoas com canções, poemas e charadas, e manter viva a memória da tribo com histórias e sagas de heróis e ancestrais. Ali estava Brigid, Senhora dos Bardos, na forma de inspiração, criatividade, encantamento, graça.



O Imbolc também era um bom momento para se verificar como estavam as sementes que haviam sido separadas no Samhain e estocadas para o plantio na primavera. Mexer nas sementes (ainda que para segurá-las um pouco na mão), sonhar e fazer planos para o verão e as colheitas era algo que sempre trazia um alento, uma esperança naqueles dias lúgubres. Brigid, deusa das sementes e dos grãos, só poderia mesmo ser filha do Dagda, o maravilhoso deus do Caldeirão do Renascimento, da fartura e da prosperidade, o Deus-Druida, o Todo-Pai. Brigid, deusa-menina, enche a casa de vida, sonhos, alegria.



É tempo de Imbolc no Hemisfério Sul. O Brasil enfrenta mais um de seus invernos recessivos, com muito desemprego, contenção de despesas e tensão social. Assim como os antigos celtas, ainda teremos noites frias e longas pela frente, e veremos estruturas velhas e debilitadas ruírem. Ainda há muita meditação e sacrifício para fazer. Precisamos ser fortes como a espada na forja. Mas a luz do sol já está retornando; em breve a primavera chegará, trazendo-nos bênçãos de renovação, saúde, trabalho e prosperidade.

Texto de Bandruir

Leia mais sobre Brigid em:
Blog O CANTO DOS BARDOS
Uma página dedicada a Brigid
www.bandruir.multiply.com

terça-feira, 12 de maio de 2009

OS DRUIDAS



DRUIDAS: MONSTROS OU SANTOS?

Quem eram realmente os druidas? Fanáticos religiosos cruéis, de um povo "bárbaro" e "atrasado", que sacrificavam seres humanos aos seus deuses? Ou sábios bondosos e iluminados, portadores das mais altas virtudes?

Muito provavelmente, nem uma coisa nem outra. Os druidas - como qualquer outro fato histórico - devem ser entendidos dentro de seu contexto: ou seja, é preciso entender o tempo, o local e os costumes nos quais eles viveram, e também quem escreveu sobre eles.

OS CELTAS - "O grande poder dos celtas era, e ainda é, o mito." Assim o historiador, poeta e folclorista Jean Markale define o que sabemos sobre os celtas. Os celtas não eram um povo, mas muitos povos que habitaram a Europa central e as Ilhas Britânicas a partir do século X a.C. Eram fisicamente diferentes uns dos outros, viveram momentos históricos diferentes (os gauleses, por exemplo, foram massacrados por Júlio César no século I a.C.; na Irlanda, os gaélicos chegaram a conhecer o cristianismo na Idade Média) e tinham atividades econômicas e de subsistência variados, conforme a região: agricultura, pecuária, pesca, e até caça e coleta de alimentos. Muitas tribos tinham conflitos históricos e rivalidades, muitas vezes exploradas por povos invasores. Mas, apesar de diferentes entre si, os celtas possuíam muita coisa em comum: parentesco lingüístico, estruturas políticas e religiosas, mitologia, arte, enfim tudo o que se costuma chamar "a cultura celta".

OS DRUIDAS - James MacKillop, autoridade mundial em assuntos irlandeses, define os druidas como "uma ordem de sacerdotes-filósofos da sociedade céltica pré-cristã". De acordo com as fontes clássicas (gregos e romanos), os druidas eram filósofos, teólogos, médicos, videntes, profetas, magos e poetas.Exerciam suprema autoridade sobre assuntos religiosos, judiciais e legislativos, e educavam jovens e aspirantes à sua ordem. Estudavam, entre outras coisas, astronomia e ciências naturais, e o aprendizado levava cerca de 19 anos. Não pagavam impostos, e embora não fossem obrigados a ir a guerra em várias ocasiões se envolveram em rebeliões e levantes contra os romanos, que viam os druidas como um empecilho para a conquista romana das terras célticas. Daí a necessidade, por parte de escritores como Júlio César, de denegrir a imagem dos celtas como “bárbaros” e “cruéis”.


UMA RELIGIÃO DA NATUREZA – Para os celtas, os deuses não estavam na natureza – eles eram a própria natureza.
Assim, Lyr não era o deus do mar, mas o próprio mar, em toda a sua essência, generosidade e força.
Dana era a própria terra, as fontes de água, a Mãe.
Inúmeros outros deuses-sol, lua, fogo, etc. eram cultuados.O próprio solo onde a tribo vivia era sagrado – deuses, antepassados e espíritos elementais
habitavam árvores, pedras, águas. Por isso mesmo, os druidas não construíam templos: preferiam realizar seus ritos em clareiras nas florestas, em pântanos e à beira de rios e lagos. As terras pertenciam ao clã (à tribo) e não ao rei (chefe tribal). Este apenas administrava o território, além de comandar os guerreiros. Como tudo na natureza possui um ciclo de vida, morte e renascimento, os celtas acreditavam que a alma renascia em outros corpos – algo parecido com o que hoje chamamos de reencarnação.

OS DRUIDAS, AGITADORES SOCIAIS? – É o que pensa Miranda Green, chefe de um centro de estudos arqueológicos de Wales College (universidade no País de Gales). De 58 a 50 a.C., Júlio César invadiu a Gália. Com o imperialismo romano, vieram a imposição de uma cultura estrangeira, o genocídio dos gauleses, a profanação de bosques e poços sagrados, o confisco das terras célticas, a escravização dos celtas, a subjugação total da mulher. Mesmo perseguidos, os druidas resistiram: das rebeliões de Vercingentorix e Boudicca até o massacre final em Mona (Anglesey), os druidas participaram ativamente da luta pela preservação de sua instituição, de sua cultura e de seu povo. Para nós hoje, este talvez tenha sido um de seus maiores legados: a lição de que é preciso preservar o conhecimento de nossos antepassados e proteger o meio ambiente.