segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Workshop: “Herbalismo mágico celta e germânico”



Data: 6ª feira, 02 de dezembro de 2011.

Horário: de 19h00 às 21h30

Local: Av. Princesa Isabel, 323 salas 702-703, Copacabana (próximo à esquina com Rua Barata Ribeiro).

Valor da inscrição: R$30,00 (trinta reais) por pessoa

Resumo: Este workshop abordará especificamente o uso mágico de ervas nas culturas celta e germânica para defesa espiritual, limpeza mágica da casa e encantamentos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A visão céltica do pós-morte

Quando eu estava começando no Druidismo, eu costumava ler informações de textos de ordens neodruídicas modernas européias e norteamericanas, e sempre ouvia falar de termos como Abred, Ceugant, Gwynfyd, Cythraul e Droug como círculos de existência ou reecarnação.

Eu costumava passar horas tentando compreender essa doutrina a partir da leitura de As Tradições Celtas , do Robert Ambelain. Confesso que achava tudo muito abstrato, embora muito bonito, enquanto reflexão filosófica. À medida que fui conhecendo melhor a cultura celta e compreendendo o Druidismo antigo, percebi que essa reflexão sobre os círculos de renascimento e evolução eram estranhos à cultura celta e ao Druidismo. Particularmente, a idéia de “evolução espiritual” não parece encontrar indícios dentro da cultura celta.

Por isso, abandonei as Tríades da Bretanha como fonte de entendimento da doutrina druídica antiga. (Guardei apenas algumas que soam bastante antigas, como a 22 ou 82).

E passei a procurar a visão céltica do pós-morte dentro da própria cultura celta. Por exemplo, atualmente eu utilizo como fonte de reflexão a história mitológica de Cerridwen e Gwion Bach / Taliesin para entender o renascimento ou reencarnação.

Após tomar por acidente uma poção mágica que estava reservada para o filho de Cerridwen, Gwion Bach é perseguido e engolido por Cerridwen, que fica grávida. Ele renasce com a sabedoria que havia adquirido quando ingeriu a poção. Na minha opinião, isso quer dizer que, para a cultura celta, o conhecimento adquirido em uma vida é aproveitado em outra vida.

Gwion Bach conta para o príncipe que o resgatou das águas o que havia lhe acontecido. Então, podemos supor que os celtas acreditavam que podemos ter lembranças de uma vida anterior...

Depois que Gwion Bach renasceu, Cerridwen não teve coragem de matá-lo, apenas livrou-se dele. Ela não mais o perseguiu e ele não foi atrás dela pedir desculpas pelo incidente da vida passada. Ele foi viver sua nova vida, chamando-se então Taliesin. Na minha opinião, isso mostra que na cultura celta não havia a idéia de karma, resgate de pecados passados, etc. Quando a gente renasce, começa outra vida, com outras circunstâncias, sem nenhuma dívida espiritual pré-fixada...

Gwion Bach renasceu Taliesin aqui, neste mundo, nesta dimensão. Então eu penso que os celtas não tinham a idéia de outros círculos de renascimento como caminho de evolução espiritual. A mitologia celta está cheia de descrições de outros mundos além do nosso, mas são mundos feéricos, ou seja, são mundos ou terras de fadas, e que coexistem com o nosso. Muitos heróis e personagens mitológicos visitaram esses outros mundos feéricos em vida, ou seja, esses mundos de fadas não são os círculos de evolução das (modernas) Tríades da Bretanha...

Os relatos gregos e romanos também pode nos dar algumas pistas de como os celtas viam a questão do renascimento ou reencarnação.

“O ensinamento principal dos Druidas é que a alma não perece, mas, depois da morte, passa de um corpo para outro.” (Júlio César, Da Guerra na Gália)

Júlio César também relatou que os antigos bretões não comiam carne de grou (ave aquática) por medo de que ele pudesse ter sido humano em uma vida anterior. Então, de acordo com a crença celta, nós, humanos podemos reencarnar / renascer como animais...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Curso de Druidismo e Cultura Celta - nova turma

Abriremos, em 17 de setembro de 2011, sábado, 15h30, mais uma turma de nosso Curso de Introdução ao Druidismo e à Cultura Celta.

Desde 2009, harmonizamos nosso calendário com os fluxos naturais solares do ano druídico: o curso é sempre iniciado após o Imbolc (mês de agosto) e finalizado antes do Samhain (fim de abril).

Não haverá mais turmas com início em março.

Encontram-se abaixo maiores informações sobre o Curso e a Escola. Os que desejarem conhecer um pouco de nosso trabalho podem vir assistir a uma aula sem compromisso. Sua presença muito nos alegrará.

CÉAD MÍLE FÁILTE.

Bandruir
GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta
www.escolagergovia.wordpress.com


Curso de Introdução ao Druidismo e à Cultura Celta – Turma 11

Módulo: Único

Duração: 08 (oito) meses

Programa - Noções de:
• História e Mitologia dos Povos Celtas
• Magia e Oráculos
• Festivais
• Astronomia
• Herbalismo
• Conhecimento da Floresta (História e Botânica da Floresta da Tijuca)

Qualificação dos professores: As aulas são dadas por professores e estudantes universitários das áreas das disciplinas do programa (História, Biologia, Astronomia etc).

Horário: Sábados de 15.30 às 17.30h.

Início: 17 de setembro de 2011, sábado.

Local: As aulas acontecerão em Copacabana, RJ, na Av. Princesa Isabel, 323 sala 702-703 (estação de metrô mais próxima: Cardeal Arcoverde).
*** com exceção da aula de Conhecimento da Floresta, que é realizada em um domingo na Floresta da Tijuca.

Rituais: Os festivais (rituais druídicos) são realizados em sábados (à tarde e noite) próximos às datas sagradas.

Valor do curso: 08 (oito) pagamentos mensais de R$90,00 (noventa reais). Não cobramos taxa de inscrição.

Inscrição: A inscrição é feita no primeiro dia de aula, com o pagamento da primeira mensalidade. Pode-se assistir à primeira aula sem compromisso, para se conhecer a Escola.

Para mais informações, escreva ou telefone para a GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta, e assista a uma aula sem compromisso.

Um grande abraço e bênçãos dos Antigos.

Bandruir
GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta
Ordem Druídica DRUNEMETON
Tel.: (21) 2569.9350 e 9508.3999

Website: www.escolagergovia.wordpress.com

terça-feira, 24 de maio de 2011

Arawn, Príncipe de Annwn



Originalmente, Arawn era o príncipe feérico do reino de Annwn, no Outro Mundo celta, Arawn era um deus caçador, solar e relacionado à prosperidade e à fertilidade. Seu nome pode ter se originado das formas proto-célticas ar-yo- ou aratro- (arar, lavrar) e * arawen- (grão, cereal). Era o deus que saía em sua "Caçada Selvagem" na noite de Calan Gaeaf (correspondente, no País de Gales, ao Samhain). Arawn recompensou generosamente a ajuda de seu leal amigo humano Pwyll, conforme a lenda relatada no primeiro ramo (=conto) do Mabinogi, a mitologia galesa. Arawn também era um deus psicopompo, ou seja, ele conduzia as almas perdidas na noite de Calan Gaeaf / Samhain de volta para o Outro Mundo.

A difamação do deus: Com a perseguição cristã ao culto das fadas, "estudos" realizados pela Igreja decidiram que as fadas eram "seres do Demônio", que roubavam bebês humanos para entregar ao "Senhor dos Infernos" como tributo. Arawn foi identificado como "Príncipe Infernal", e seu reino, com o Inferno. Isso também contribuiu para a imagem do Samhain / Calan Gaeaf / etc como uma noite "diabólica", maligna.

Arawn e a Caçada Selvagem





Palestra: “Na Caçada Selvagem: Lord Arawn, inverno e preparação mágica para o inverno” Com Bandruir – Escola Gergóvia

Dia: 28 / 05 / 2011 no FestivESP®.
Horário: 14h00.
Local: Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, RJ

Entrada franca.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Shakespeare em concerto do artista Ricardo de Sá e Benevides



Para quem gosta de Shakespeare e boa música, haverá um concerto imperdível em Tiradentes, MG, no dia 19 de março de 2011. É o concerto de lançamento do novo álbum do Projeto Joglar: Joglar Shakespearean, com canções de William Shakespeare, no Centro Cultural Yves Alves, cidade histórica de Tiradentes.

Ricardo de Sá e Benevides - músico, professor de canto gregoriano, pesquisador de manuscritos antigos, de cultura e arte medieval e renascentista - canta em gaélico (irlandês), bretão, inglês medieval (middle english) e latim, entre outras línguas antigas.

Para conhecer melhor o trabalho dele:

Comunidade no Orkut - Ricardo de Sá e Benevides
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=109449371

Reportagem e entrevista na TV
http://www.youtube.com/watch?v=HpGClmcJnG4&feature=related


Pax In Nomine Domini - Marcabru Troubadour
http://www.musicianspage.com/musicians/5330/audiodefault/

Shakespeare - Come unto these yellow sands - Projeto Joglar
">http://www.youtube.com/watch?v=mhPUouW5ysU


CD e MP3 - Página oficial do artista
http://www2.uol.com.br/suzane/ricardo/

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Ogham, a linguagem mágica das árvores

O Ogham era um sistema de divinação usado pelos antigos Druidas. Consistia de gravetos ou pedacinhos de madeira com símbolos riscados, em que cada símbolo correspondia a uma árvore, e cada árvore representava um universo de idéias.



O Ogham também pode ser usado para magia, sendo necessário o conhecimento profundo do significado das árvores na cultura celta, para se obter o resultado desejado com o uso dos símbolos mágicos.


Um uso mais moderno do Ogham é como caminho de autoconhecimento: pode-se usar cada árvore como portal de uma jornada de autoconhecimento e reflexão, meditando-se sobre o simbolismo de cada árvore durante determinado período de tempo.



Para mais informações sobre Ogham, assista à palestra "Ogham: oráculo, escrita mágica e autoconhecimento", com Bandruir, da Escola Gergóvia. Sábado, dia 09 de outubro de 2010, às 20h00, na Mystic Fair, em SP. Entrada franca.

http://www.mysticfair.com.br/programa.html