segunda-feira, 16 de junho de 2014

I CONFERÊNCIA DRUÍDICA DO RIO DE JANEIRO

Um dia inteiro de palestras sobre Druidismo e cultura celta, apresentação de gaita de foles galega e danças bretãs. Dia: 16 de agosto de 2014 (sábado), 08:30 às 18h30. . www.conferenciadruidicadorj.wordpress.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Curso de Druidismo 2013 (RJ)

Olá, amigos! Abriremos, em 10 de agosto de 2013, sábado, às 15h30, mais uma turma de nosso Curso de Introdução ao Druidismo e à Cultura Celta. Desde 2009, harmonizamos nosso calendário com os fluxos naturais solares do ano druídico: o curso é sempre iniciado após o Imbolc (mês de agosto) e finalizado antes do Samhain (fim de abril). Não haverá mais turmas com início em março. Encontram-se abaixo maiores informações sobre o Curso e a Escola. Os que desejarem conhecer um pouco de nosso trabalho podem vir assistir a uma aula sem compromisso. Sua presença muito nos alegrará. CÉAD MÍLE FÁILTE. Bandruir GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta Curso de Introdução ao Druidismo e à Cultura Celta – Turma 12 Módulo: Único Duração: 09 (nove) meses Programa - Noções de: • História e Mitologia dos Povos Celtas • Magia e Oráculos • Festivais • Astronomia • Herbalismo • Conhecimento da Floresta (História e Botânica da Floresta da Tijuca) Qualificação dos professores: As aulas são dadas por professores e estudantes universitários das áreas das disciplinas do programa (História, Biologia, Astronomia etc). Horário: Sábados de 15.30 às 17.30h. Início: 10 de agosto de 2013, sábado. Local: As aulas acontecerão na Tijuca, RJ, na Rua Conde de Bonfim, 422 sala 816 (perto do metrô da Praça Saens Peña) *** com exceção da aula de Conhecimento da Floresta e das aulas de Esgrima, que são realizadas em 4 domingos na Floresta da Tijuca. Rituais: Os festivais (rituais druídicos) são realizados em espaço alugado também na Floresta da Tijuca, em sábados (à tarde) próximos às datas sagradas. Valor do curso: 09 (nove) pagamentos mensais de R$100,00 (cem reais). Não cobramos taxa de inscrição. Inscrição: A inscrição é feita no primeiro dia de aula, com o pagamento da primeira mensalidade. Pode-se assistir à primeira aula sem compromisso, para se conhecer a Escola. Para mais informações, escreva ou telefone para a GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta, e assista a uma aula sem compromisso. Um grande abraço e bênçãos dos Antigos. Bandruir GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta www.escolagergovia.wordpress.com E-mail: escolagergovia@yahoo.com.br Tels.: 2569.9350 / 8573.2440 (Oi) / 9508.3999​ (Vivo) / 6965.6584​ (Tim) / 9140.1948 (Claro)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Objetos de Poder: Talismãs e Instrumentos Mágicos Celtas

Cálices, caldeirões, espadas, lanças, varinhas, cajados, jóias, mantos, pedras... Os objetos sagrados da mitologia celta são muitos e seu poder, inesgotável. Objetos capazes de garantir a proteção, a abundância ou a sabedoria para quem os possuísse. Objetos encantados por Druidas, abençoados por Deuses e destinados a heróis. Alguns dos mais famosos objetos mágicos da tradição celta são os 4 Tesouros da Irlanda e os Tesouros da Ilha da Bretanha.<
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Os Quatro Tesouros da Irlanda

Os Quatro Tesouros da Irlanda eram objetos mágicos que foram trazidos para a Irlanda pelos Deuses Tuatha Dé Danann - “a tribo de Dana”. De suas viagens às 4 cidades do norte da Europa aonde foram para aprender magia, os Tuatha Dé trouxeram: - Lia Fail ou Cloch na Fail (“Pedra do Destino”). Feita pelo druida Fessus e trazida da cidade de Falias, essa pedra gritava de alegria se um verdadeiro rei da Irlanda pusesse seus pés sobre ela. Também era capaz de rejuvenescer o rei; - a Espada de Nuada, forjada pelo druida Uscias na cidade de Findias. Uma vez desembainhada, a espada nunca errava o alvo, e a pessoa atingida não sobrevivia ao golpe; - a Lança de Lugh, obra do druida Esras, da cidade de Findias. Garantia a vitória a quem a possuísse, e não precisava sequer ser empunhada; com a aproximação de uma batalha, gritava para ser solta e então nunca errava o alvo, e nunca se cansava de matar; - o Caldeirão do Dagda, feito em Murias pelo druida Semias. Tinha o poder da fartura, e podia satisfazer o apetite de qualquer pessoa que fosse considerado digno.

Os Tesouros da Ilha da Bretanha

Entre os Tesouros da Ilha da Bretanha guardados por Merlin estão: - Dyrnwyn, ou “Punho-branco”, a Espada de Rydderch, o Generoso – quando empunhada por um homem nobre ou digno, a espada ardia do cabo até a ponta. - o Chifre de Beber de Bran do Norte, que podia servir qualquer bebida que uma pessoa desejasse; - o Caldeirão de Dyrnwch, o Gigante, que podia distinguir um homem corjaoso de um covarde: o caldeião se recusava a cozinhar carne para um covarde, mas cozinhava rapidamente se fosse para um homem de coragem; - o Casaco de Padarn Beisrudd, o “Casaco Vermelho” , que só cabia em um homem que fosse bem-nascido; do contrário, o casaco simplesmente não caberia; - o Manto de Tegau Eurfro, a “Bela do Seio-Dourado”. Esse manto maravilhoso vestiria muito bem a uma mulher virtuosa, pendendo graciosamente dos ombros até o chão; mas se uma mulher não virtuosa o vestisse, ele encolheria mais e mais, dependendo do caráter da mulher; - o Jogo de Tabuleiro de Gwenddolau, Filho de Ceidio. Um tabuleiro feito de ouro com peças em prata e cujas peças podiam se mover sozinhas uma vez iniciado o jogo; - o Cesto de Gwyddno Garanhir “Canela-Longa”, que multiplica o alimento de uma pessoa colocado dentro dele de modo que cem possam se alimentar dele; - o Carro (Biga) de Morgan Mwynfawr, que transportava uma pessoa para qualquer lugar que ela desejasse; - a Pedra de Afiar de Tudwal Tudglyd, que podia afiar perfeitamente a espada de um homem corajoso; e quem a espada ferisse não sobreviveria. Por ouro lado, a pedra cegava a espada de um homem covarde; - o Cabresto de Clydno Eiddyn, que ficava preso à cama de Clydno Eiddy e trazia-lhe qualquer cavalo com o qual ele sonhasse à noite; - a Faca de Llawfrodedd Farchog, o Cavaleiro, que podia cortar carne suficiente para servir duas dúzias de homens de uma só vez; - o Prato de Rhygenydd Ysgolhaig, o Clérico, que provê qualquer alimento que alguém desejar; - o Anel de Eluned, que torna invisível quem o usa. Reza a tradição que a condessa Eluned presenteou o herói Owain up Urien com ele.

Fazendo um talismã

Quais objetos podem ser transformados em talismãs ou instrumentos mágicos? Praticamente todos – preferencialmente aqueles de uso cotidiano ou profissional do possuidor. Qual a finalidade de um talismã? Na mitologia celta, objetos mágicos servem a seus donos, trazendo-lhes mais facilidades, conforto e bem-estar. Portanto, um objeto pode ser transformado em um talismã – “carregado” com energia mágica – para servir a um propósito de melhoria na qualidade de vida. E como isso pode ser feito? Tanto na história quanto na mitologia celta encontramos exemplos de objetos que se tornaram mágicos por meio de algum tipo de encantamento ou ação mágica de um druida ou divindade: - Circumambulância – um costume celta de caminhar ou se mover ao redor de algo três vezes no sentido horário (sentido do sol) e, dessa forma, atrair a energia mágica solar. O herói gaulês Vercingentorix cavalgou ao redor de Júlio César três vezes em sentido horário antes de render-se e depor suas armas; pescadores irlandeses e britânicos remavam com seus barcos três vezes ao redor de um rochedo para garantir boa sorte na pescaria e na jornada no mar. - Mergulhar um objeto em água sagrada (rio, lago ou fonte) – “Água corrente é uma coisa sagrada” (velho ditado de Somerset, Inglaterra). Um bom exemplo é a prática remanescente na Bretanha e na Irlanda de se mergulhar um pedaço de pano em um poço considerado sagrado e depois pendurá-lo em uma árvore sobre ou próxima ao poço, de modo a se obter a cura de uma doença por meio daquele objeto de pano. Esse poços são chamados de clootie wells – derivado de cloth, “pano”- e têm sido locais de peregrinação desde os tempos druídicos. - Mergulhar ou banhar um objeto em uma poção sagrada, preparada com ervas relacionadas ao objetivo a ser alcançado (prosperidade, vitória, amor, saúde, etc. Além de todos esses métodos, a forma já bem popularizada (por sites, livros e palestras) de se submeter um objeto à energia dos 4 elementos pode se inspirar na cultura celta. Nas lendas arturianas, a espada que revelaria o verdadeiro rei da Bretanha deveria ser retirada de uma pedra, de uma bigorna ou, em algumas lendas, de uma bainha mágica, elementos associados ao elemento terra e, conseqüentemente, à realeza e soberania. Também era um costume celta fazer o gado passar entre as fogueiras de Beltane para abençoar o trabalho desses animais. A magia celta de nós em uma corda para garantir o favorecimento dos ventos para os pescadores e seu retorno seguro à aldeia é um exemplo da consagração de um objeto mágico pelo elemento ar.